terça-feira, 19 de junho de 2012

Mais uma cena... é claro que eu tô afim!

Depois de umas semanas mais ou menos, voltamos com tudo hoje. As peças vão se juntando e a cena se desenhando... nosso diretor nos encaminha e nos dá liberdade... assim, tipo mãe...

E esse foi o tema da aula de hoje... a mulher-mãe!

Primeiro o filho enlouquece com elas, depois sente a falta daquela que o enlouquecia... vai saber... todos temos um pouco de loucura...

Nesse mundo de muitas mães, nesse grupo de muitos diretores... todos vamos colocando um pouco de nós em cada ato, transformando as impressões iniciais do nosso "chefe".

Porque o teatro é isso: é pensar junto e separado, é concordar e discordar, é aceitar e reinvidicar... mas, acima de tudo, teatro é homenagem.

À todas as mães que lutam para oferecerem o melhor as seus filhos; às mães de perto e às mães de longe; à minha mãe, à sua e àquelas que já se foram.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Primeira Cena

O espetáculo vai se formando... Mesmo com semanas de hiato, a partir de textos escritos por nós sobre a relação entre a mulher moderna e a primeira mulher, montamos a nossa primeira cena.


A música está presente... a dança, a sensualidade, a beleza e a presença da mulher...


O Chefe Edmar nos provocou com objetos e textos; um tom mexicano foi sentido na alma, fazendo com que o corpo se entregasse ao ritmo.


Precisamos colocar a mulher que existe em nós pra fora, com gritos exaltados e toda a beleza que só a feminilidade consegue mostrar.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Depoimento de uma prostituta


Sou uma prostituta assumida, daquelas que vende o corpo numa rua qualquer, encostada na fachada de uma esquina. Uso as roupas da censura forradas com etiquetas do pecado.
O freguês escolhe a ementa e eu sirvo qualquer prato, desde que ele seja pago em dinheiro.
Fiz desta vida a minha profissão, chamam-me de tudo, rameira, mulher da má vida mas é mesmo isso que sou. Ficava mais ofendida se me chamassem secretária ou senhora doutora, porque não o sou.
Já me habituei a ser tratada como escumalha, sem direitos, sem respeito nem razão sou apenas uma sombra na escuridão.
Quantas vezes já fui violada, espancada e as queixas que apresentei foram ignoradas na gaveta da indiferença, fui ainda chacota e enxovalhada por não mal conseguir falar direito de tanto ser penetrada, mutilada e desfigurada.
Não sou pessoa conceituada pertença de outra podridão, olharam para mim, mandaram-me preencher um papel com os meus dados pessoais. Ali naquele preciso momento tive a precessão que era mais insignificante do que um animal em extinção.
Fui apenas mais uma puta violada, porque quem vive nesta perversão de vida não merece mais nada!

Testemunho real de uma prostituta assumida, que muito me chocou.

Se esta “profissão” existe, é porque há bastante procura;
Não será a sociedade a mais culpada, a que mais censura?

Conceição Bernardino

O universo femino ganha forma no Te-Atando

De mulheres amarguradas, traídas, abandonadas... à mulheres renovadas, ativas, resolvidas... somos todas muitas mulheres... somos muitas em uma só.

Na aula de hoje visitamos essa dualidade nos sentimentos femininos, encenando a mesma história em 2 versões. O poema "De cara lavada" de Martha Medeiros foi defendido pelo sofrimento da mulher que falhou em sua relação e pela força da mulher que superou o que passou. O mais importante ficou para o final. O encontro dessas duas mulheres, enquanto uma compreende o sofrimento da outra, esta vê a esperança de supera-lo naquela que a convida para juntas transformarem dor em vida. Vamos? Vamos!







Outros Momentos:





terça-feira, 10 de abril de 2012

Temas

1 - 3 fotos sem flash em local aberto, em momentos diferentes, mostrando diferentes intensidades de luz.

2- Trabalhar na poesia "mulheres no Espelho", com maquiagem ou gestos.

3- Trabalhar nos nossos textos.

4- Trazer mais textos.

O universo feminino à mostra

Começamos a aula com a leitura dos textos iniciada na aula anterior, colocamos o rapaz do grupo defendendo uma ode às mulheres e nós mulheres em ascensão.

Com a tarefa de adentrarmos no que há de mais feminino no mundo, hoje nos vestimos da poesia de Cecilia Meireles "mulheres no Espelho".

Começamos com um exercício com bolas que nos ajudou a manter nosso foco em nossos companheiros de cena, depois organizamos a leitura da poesia coletivamente.

O cenário foi composto de castiçais acesos e maquiagem.

Foi um belo momento, que dá um contorno a mais na montagem que estamos preparando para o 1º semestre de 2012.

Vamos lá meninas!!!

terça-feira, 3 de abril de 2012

Hoje tivemos uma aula... com direito a roteiro de atividades, chocolates e tudo...
Precisamos fazer deste espaço das terças-feiras uma mistura entre o trocar e o aprender.

Venho aqui, então, registrar o tema para a próxima semana....

Além de continuarmos com o texto sobre o universo feminino, vamos tirar fotos de uma mesmo objeto em 3 momentos do dia: manhã, tarde e noite.

Estas fotos podem ser postadas aqui no blog ou apresentadas na próxima aula.

Até lá, então!